Entrevista a Tommy Tallarico, autor do Video Games Live.

Publicado por DannyCosta Em 05 Nov 2009

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A indústria dos videojogos vive dias de exaltação, embalados pela descoberta constante e criatividade florescente. A indústria musical não vive os melhores dias, por conservadorismo incurável e apego às ideias de ontem. Contudo, os dois meios escolheram uma política de não agressão, potenciando aventuras conjuntas e projectos rejuvenescedores. Além dos temas clássicos, tocantes e memoráveis, pensados exclusivamente para a interactividade digital, os videojogos têm servido de bengala confortável para as mais reputadas entidades em cena. Tommy Tallarico, compositor de videojogos com duas décadas de experiência na bagagem, imaginou um éden criativo onde arte digital e sonora emocionam milhões. O espectáculo Video Games Live propõe um festim audiovisual, uma celebração de duas formas de entretenimento, arte e paixão. Ora, para comemorar o regresso do evento a Portugal, o concerto terá lugar no Campo Pequeno, no dia 27 de Novembro, conversei com o co-autor e apresentador do Video Games Live. Tommy Tallarico discute o futuro das da indústria, distribuição digital, a parceria entre a música e os videojogos, e ainda recusou um pedido de casamento. Heresia!

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Violência, escárnio e maldizer.

Publicado por DannyCosta Em 07 Sep 2008

Estou triste. Como jogador, e peão escondido numa indústria que praticamente não existe, só posso ficar boquiaberto com o recorrente desrespeito (e ignorância na matéria) demonstrado pelos meios de comunicação social; pelos mais sensacionalistas e apoiantes do conservadorismo típico em Portugal. O tema da moda, desculpa oportunista para os males da terra, é a violência em excesso nos títulos mais vendidos e populares. Perdão; em Grand Theft Auto IV. O jogo da Rockstar ocupa páginas e páginas em publicações nacionais, como se fosse símbolo completo da ideia, do reconhecido ‘mundo dos videojogos’. Mas não posso ficar muito surpreendido. Aliás, para além da marca Playstation e meia dúzia de séries que conservam um monopólio no nosso mercado – leia-se futebol e corridas com fartura – a imprensa generalista obriga os zombies deste cantinho a olharem para os próprios pés; sem direito a consumir cultura digital, que não a tradicional apoiada pelo nosso conservadorismo quase histórico. Tudo muito normal, muito enfadonho e cinzento neste pontinho da Europa…
Mas queixas à parte, apenas volto a este assunto, tão aborrecido e ultrapassado, por causa duma primeira página, e consequente artigo, d’O Primeiro de Janeiro. A muito confiante equipa editorial, afirma que os “os jogos de vídeo podem contribuir para o aumento da criminalidade”. Mais, como subtítulo mal mascarado, acrescenta “onda de violência não para de crescer.” Por esta altura, o leitor deverá estar a derramar um rio de lágrimas, ao mesmo tempo que pondera emigrar para um sítio onde a nossa cultura de eleição não sofre atentados diários destes; algum país longínquo e com décadas de avanço social e cultural… Espanha, por exemplo. Mas relaxe, puxe uma cadeira e a grade de cervejas ali no chão, fique mais um pouco. É que o festival da risota ainda está para vir…

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O fado luso pela voz da GameInvest.

Publicado por DannyCosta Em 07 Aug 2008

O mercado de videojogos em Portugal é, essencialmente, volátil. No contexto Europeu, seremos dos poucos países, senão o único, em que a Sony tem um quase ofegante monopólio sobre os restantes candidatos a pedintes.  Pior, a paleta de tons e gostos é tristemente reduzida. Considero até que os dois grandes lobbys acidentais, jogadores casuais e os com calos na matéria, não suportam investimento alheio á marca Playstation. Vá-se lá saber porquê. Para o registo; não sou sequer pretendente a sociólogo, portanto rejeito juízos de valor baratos e incoerentes.
O quadro de desenvolvimento tem, contudo, outra cara, em Portugal. Começam a nascer produtoras interessantes, com argumentos intelectuais e monetários de relevo. Uma dessas empresas é a GameInvest, presidida por Paulo Gomes, personagem em destaque no header deste texto. Em discurso directo, no seu blogue pessoal hospedado no sítio da revista Edge, Paulo assume um discurso interessante, mas ambíguo. Se a ambição patente no objectivo nem nacional, nem Europeu, mas mundial (!), fica bem no cartaz de apresentação, a insistência no mercado de Pop Games (expressão utilizada pelo próprio) cai um pouco na monotonia instalada. Aliás, olhando para o catálogo da GameInvest, títulos como Sarah’s Emergency Room (Wii, Xbox 360) ou Sudoku for Kids (Nintendo DS) confirmam a filosofia da companhia. Como observador quase diplomado, arrisco perguntar: será esta a melhor forma de explorar as lincenças, quase divinas nos dias que correm, das consolas da Microsoft e Nintendo?
Ironia máxima: a GameInvest foge da facilidade, leia-se Playstation, na altura do investimento real. Ventos contrários, mas com cheiros de esperança, portanto.
Independentemente do sucesso da GameInvest, e outras companhias com projectos semelhantes, uma coisa é mais que certa: o estado de sítio da indústria dos videojogos tem tendência a evoluir, em Portugal.
Filosofias de desenvolvimento á parte, só não quero assistir a uma inauguração populista de um ‘grande centro de produção de videojogos’, por obra de qualquer governo, daqui a dez anos. Isso não.

Crónicas de um desafio anunciado…

Publicado por DannyCosta Em 20 Jul 2008

Quando surge uma oportunidade profissional desafiante e prospectiva, qualquer pessoa rejubila sobre a ideia de uma nova aventura. No meu caso, portador de paixão genética pelo Universo dos videojogos, decidi, intrinsecamente, esperar por algo semelhante. E ainda bem. A proposta era simples: assumir as rédeas dos produtos Nintendo em Portugal, pela mão da Concentra, empresa por demais castigada pela comunidade nacional. O coração bateu forte e, claro, a confiança pela função, nunca exagerada, permitiu a minha entrada no barco da indústria lusa.

O leitor já conhecerá a minha tendência de análise crítica, portanto, com rosas e pólvora na manga, prometo trabalho, muito trabalho, aos acólitos da Nintendo. A equipa, ligeiramente remodelada, continuará a representar as ‘cores’ da gigante de Quioto, com a minha garantia e, porque não, ambição natural.

Já só me falta uma réplica do chapéu do Mario, certo?

“Mãe, vou ser um assassino.”

Publicado por DannyCosta Em 13 May 2008

Se a corrente geração de consolas tem algum mérito social é, indiscutivelmente, o de expandir o fenómeno dos videojogos a um público alheio até aqui. Contudo, o imperialismo norte-americano quase omnipresente em todas as formas de media, exporta para o mundo jogos e conceitos autobiográficos que nós, europeus, aceitamos como simples meios de entretenimento ou repelimos definitivamente.

O último exemplo foi o lançamento circense da maior aposta da Rockstar e consequentemente da indústria, Grand Theft Auto IV.

Enquanto o mundo discute ferozmente os valores impressos no código genético da obra, milhões de jogadores nascidos na geração MTV elaboram argumentos para garantir aos pais a santa pureza em cada bala disparada por Niko e companhia.

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