Emoção Interactiva.

Publicado por DannyCosta Em 01 Dec 2009

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Por entre as indústrias do entretenimento mais convencional, condenadas a decadência forçada por culpa de métodos primitivos e saturação de décadas, salvam-se as mentes que ainda correm por paixão, que jorram emoção em cada oferta. Se a música, por exemplo, é geralmente considerada uma linguagem universal, que salta barreiras culturais atingindo corações e almas em todas as nações, a experiência, o pacote de emoções sugerido pelos videojogos ainda busca acreditação definitiva. Pergunto-me: estará esta indústria limitada à identidade, cultura ou ideologia dos artistas?

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Entrevista a Jonathan Blow, autor de Braid.

Publicado por DannyCosta Em 05 Oct 2009

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Braid é uma estória de vida inarrável; um título belíssimo, original e revolucionário. Caro leitor, conhece a minha opinião sobre as maravilhas do título. Mas por mais que tente adjectivar a alma e mérito da obra, Braid é sujeito à interpretação pessoal do utilizador. Como qualquer obra de arte maior, sentimos a aventura de Tim como nossa, adaptando a ocasião a ecos da nossa personalidade e rumo. Ora, para explicar o processo criativo de Braid, convidei o autor deste quadro interactivo para responder a um questionário. Encontrei um artista bastante racional, pouco amigo de análises mais afectivas e bastante cuidadoso com cada resposta. Jonathan Blow discute o nascimento de Braid, a estrutura de desenvolvimento da obra, o estado da indústria e novas tendências do design digital. Para o registo, marquei esta entrevista com selo enigmático, tão misterioso como Blow e Braid – Now we are all sons of bitches.

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E tudo o Steam levou…

Publicado por DannyCosta Em 18 Sep 2009

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Longa vida ao Steam! O serviço de distribuição digital da Valve conquistou o seu espaço na rede, por emancipação inteligente, ganhando uma fatia dulcíssima do bolo de mercado. Numa época transitória para o desenvolvimento sustentando (e exclusivo) na feira do digital, a empresa de Gabe Newell imaginou um produto, uma experiência comunitária estimulante e quase messiânica. Enquanto os cofres dos gigantes da indústria engordam consistentemente, através de investimentos absurdos no reinando das consolas domésticas, o projecto Steam simboliza um grito de liberdade, um luzir de esperança ao fundo do túnel para os agentes mais criativos do meio. A democratização do desenvolvimento lúdico, para a plataforma mais velhinha da cena actual, materializa propostas originais, únicas e brilhantes. Ora, para celebrar esse fantástico pedaço de software, sugiro três obras de enorme qualidade que moram nos servidores do Steam. Mesmo admitindo a presença dos títulos em montra noutros catálogos, a saber: Xbox 360 e PlayStation 3, estes respiram melhor na plataforma da Valve. Atente a mais um desfile de entretenimento e arte digital.

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Sobre os prémios BAFTA…

Publicado por DannyCosta Em 11 Mar 2009

Os prestigiados galardões foram entregues ontem, pela academia britânica. E os premiados foram…

Melhor jogo: Super Mario Galaxy
Melhor jogo casual: Boom Blox
Melhor jogo de acção e aventura: Fable 2
Melhor feito artístico: LittleBigPlanet
Melhor ‘gameplay’: Call of Duty 4: Modern Warfare
Melhor jogo numa consola portátil: Professor Layton and the Curious Village
Melhor jogo ‘multiplayer’: Left 4 Dead
Melhor jogo banda sonora original: Dead Space
Melhor jogo de desporto: Race Driver: GRID
Melhor jogo de estratégia: Sid Meier’s Civilazation Revolution
Melhor enredo e personagem: Call of Duty 4: Modern Warfare
Melhor feito técnico: Spore
Melhor uso do áudio: Dead Space
Prémio BAFTA de jogos a ter em conta: Boro-Toro

Site oficial BAFTA.

Normalmente, não discuto prémios, por serem subjectivos e totalmente opcionais. Mas para uma academia, de tanto valor, que todos os anos tenta louvar a arte, pergunto-me: onde está Braid? Só quem não olhou para a pintura em movimento de Jonathan Blow pode estranhar a minha dúvida. Tanto o enredo, como mecânica de puzzles brilhante, e pintura fresca, colorida e marcante, são dignos de arrebatar qualquer categoria respectiva. Por muito que respeite o excelente LittleBigPlanet e Call of Duty 4: Modern Warfare, não entendo as escolhas em ‘Melhor feito artístico’ e ‘Melhor enredo e personagem’. Mais, Braid nem foi sequer nomeado (!) para qualquer prémio…

O galardão de melhor do ano é  para Super Mario Galaxy. Foi a experiência mais compensadora e divertida que tive nos últimos anos de videojogos. Distinção mais que justa, portanto.

Para o registo, Professor Layton and the Curious Village e Boom Blox merecem cada segundo de louvor. Grandes projectos, excelentes títulos. Aliás, Boom Blox vence numa categoria interessante, ‘Melhor jogo casual’. Existe assim tanta vontade em fragmentar o público destas pequenas maravilhas, caro júri?

Mas, como o objectivo é realçar e aplaudir os criativos da indústria, junto-me aos demais. *Clap, Clap*!