Archive for the ‘Now Loading…’ Category

Numa época de balanços e perspectivas, a Rare estará numa posição privilegiada para atingir o coração do jogador mais meloso. Com um catálogo sólido e interessante na Xbox 360 – lembre-se de Kameo, Perfect Dark Zero e Viva Piñata – a companhia britânica vai dirigir esforços para Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, na feira anual de Los Angeles. É fácil concluir a objectividade de uma equipa que, há um bom conjunto de anos, ofereceu ao mundo doces digitais, como o incompreendido Start Fox Adventures, a mostra mais cabal de humor muito particular que foi Conker’s Bad Fur Day, ou o clássico de pancadaria, Killer Instinct.

Ao leitor mais afinco ao trabalho da casa; note a capacidade ímpar da Rare em mesclar estilos. Longe das luzes da ribalta no sombreiro da Nintendo, a ‘nova’ Rare tem apostado num pragmatismo discutível. Se a mistura sempre homogénea, entre humor subtil e aspecto um pouco infantil, sempre resultou no passado, o balancear de ideias no rumo conceptual dos títulos da empresa, apenas contribuiu para a perda de identidade aos olhos do consumidor final. Diversidade e inspirações momentâneas serão sempre bem-vindas ao meu cabaz de compras, claro, mas duvido do poder comercial do novo Banjo. Publicar um título para uma fatia de publico tão específica, numa consola caracterizada por jogos medidos a força muscular e cheiro a pólvora, acaba por ser previsível mas pouco inteligente. A dependência e acordo da Rare com a Microsoft obrigam a discos sazonais e exclusivos. Politica de conveniência e confirmação do chavão “uma mão ajuda a outra”, portanto.

O Joker no baralho da Rare pode muito bem ser o anúncio de uma sequela de Killer Instinct. A aclamada série, ainda hoje referenciada pelos adeptos mais antigos do género, pode tornar-se numa grande surpresa do catálogo Xbox 360. Sim, é difícil e injusto pedir aos ditos responsáveis a expansão do franchise a território alheio. No meu pacote de ideias sugestivas, Killer Instinct aparece, contudo, em formato digital. Acredito que a Microsoft aceite uma eventual distribuição dos títulos primários, no Xbox Live Arcade. Era uma medida útil para apalpar terreno, e, claro, apresentar a série aos jogadores com dentes de leite. A partir daí, tudo é possível.

A Rare será uma das grandes incógnitas e pontos de interesse da feira californiana. Vou estar bem atento, com a espada e escudo de crítico atento, ao lado.

Street Fighter Alpha 2 Dash, parte importante da colectânea Street Fighter Collection, ainda roda na minha velhinha Sega Saturn. Aliás, foi o epidémico título da série Alpha que me despertou para a magia do fighter da Capcom, muito depois do lendário Street Fighter II. Com o passar dos anos, fui ganhando calos de experiência com epopeias do combate digital, vulgo cartuchos já arcaicos e a chorar por uma limpeza. Destaco alguns favoritos pessoais da loucura 2D, como The King of Figthers 97 ou… Marvel vs. Capcom. Não escondo; a companhia nipónica é uma das principais suspeitas pela minha adição crónica a toda e qualquer representação de pancadaria. Queira o leitor considerar a sua dependência por brigas de rua, comum ao amigo escrivão.

Estamos, portanto, esclarecidos. Fiquei obviamente entusiasmado com a apresentação de Street Fighter IV. Adepto incondicional da revolução conceptual de séries estagnadas, desde o início que encarei a nova filosofia artística dos senhores da Capcom como um passo em frente. Daigo Ikeno, autor do trabalho de arte da obra, imprimiu um espírito assumidamente revolucionário a Street Fighter. Não por ser tido como um visionário na área, mas por, finalmente, sublinhar a independência e evolução a que série nos habitou. Não pense contudo que não fiquei reticente ao ver, pela primeira vez, a cara lavada de SFIV. Mas a minha aposta está feita; o novo estilo vai agradar a mais gregos que troianos. Entenda a analogia a gosto.

Antes de possíveis anúncios na esperada E3 deste ano, o mundo já conhece grande parte dos argumentos da nova incursão de Street Fighter. Com o sistema de parry (influente no brilhante Street Fighter III) completamente descartado, o produtor Yoshinori Ono tenta uma mecânica ironicamente conservadora. Considere-se a assumida preocupação de encostar o sistema à base de SFII, pincelado a tinta inovadora, um factor de dúvida e esperança. O sentimento antagónico é sublinhado pela animação quase… controversa, para pensadores do passado, mas sustentado pelo regresso messiânico de uma saga que, indiscutivelmente, faz muita falta ao panorama actual. Refira-se, um panorama bem cinzento, no que a beat’em’ups tradicionais de qualidade diz respeito.

Com pontos de interrogação no bolso, fico expectante e muito curioso…

Não uso relógio no pulso. Talvez por força do hábito, ou por preferir desviar a vista do passar do tempo. “Que infantilidade”, pensará o leitor… provavelmente com razão. Mas, reconheça-se o mérito, fico em vantagem relativamente aos demais jogadores: não sofro tanto com lançamentos e propostas bem distantes. É o caso de Resident Evil 5.

Despido de qualquer intenção hipócrita, admito que fui um dos cépticos da nova mecânica, imposta pela Capcom em Resident Evil 4. Talvez por ser um dos estóicos resistentes do já arcaico sistema dos títulos anteriores da série, senti que a mudança poderia transformar Biohazard num produto menos apetecível, e mais direccionado para o jogador ocidental. Cortar raízes foi um acto arriscado…

Como deve imaginar, aceitei a minha redenção ao comando da saudosa GameCube. A aventura de Leon em território hispânico, confirmou o foco na acção em detrimento de planos fechados e terror clássico. Ainda bem. Resident Evil 4 ressuscitou a série, num período estéril em ideias e sangue novo, dando fulgor e atenção mundial á obra dirigida por Shinji Mikami. Claro que as hormonas, de acólito do trabalho da Capcom, fervem com o anúncio de Resident Evil 5. Longe da polémica, com acusações de racismo pelo meio, a companhia nipónica decidiu situar a acção no continente africano, sugerindo um ambiente completamente díspar na identidade quase claustrofóbica do jogo original. A Capcom está determinada em desenvolver a mecânica anterior, certamente interessada na evolução natural da mesma.

Rendido à metamorfose de Leon, fiquei expectante com o regresso à forma de Chris Redfield, personagem icónico na linha narrativa de Resident Evil. A mescla saudável entre passado e prospecção bem sólida, só pode resultar noutro título de grande qualidade, que, curiosamente, marcará a estreia de Resident Evil na Xbox 360, sem o argumento da exclusividade.

A promessa está feita: estarei na fila da frente, para agarrar a nova proposta da Capcom. Com África ali tão perto…

O sucesso comercial e intelectual de uma companhia resulta, quase sempre, da relação entre nostalgia e prospecção. A Square-Enix, responsável por parte da euforia mundial ligada aos RPGs, consegue um equilíbrio ímpar na indústria corrente. Além das afamadas pérolas de Final Fantasy, a empresa nipónica reinventa constantemente o género com apostas objectivas e de qualidade indiscutível. As séries Dragon Quest ou Kingdom Hearts são exemplos amplos e relativamente apelativos para o público geral, mas a velha Square, conjunto de cérebros libertinos e experimentais, já havia pensado noutras propostas. Pai ilegítimo da mentalidade mais cautelosa da actualidade, Chrono Trigger foi, e ainda é, o melhor que há no cabaz. Mais, a aventura de Chrono, que nasceu em 1995 na eterna Super Nintendo, redefiniu padrões de qualidade em todos os departamentos. O visual era fantástico, com a forte veia artística do talentoso autor de Dragon Ball, Akira Toriyama, que viria a trabalhar em Dragon Quest e Blue Dragon. A sonoplastia foi imaginada por Yasunori Mitsuda e pelo lendário Nobuo Uematsu. O plantel de talento ao quilo ficou completo com a supervisão de Hironobu Sakaguchi, venerado criador do referido Final Fantasy. Que dizer? O jogador sentia-se perfeitamente incapaz de desviar atenções perante o imponente cartucho cinza.

A festa era total, não fosse a insensibilidade da Square no mercado europeu. Imagine o leitor, Chrono Trigger nunca teve direito a distribuição no velho continente. Fomos jogadores de segunda, portanto.

Mas, afastem-se as águas, o bom senso bateu á porta dos escritórios japoneses. De maneira algo surpreendente, a Square-Enix anunciou que o RPG, sóbrio há treze anos, terá direito a uma adaptação para Nintendo DS, com lançamento ocidental agendado para o fim de 2008. Por ocidental leia-se norte-americano. É que, tendo em conta o meu estado de embriaguez emocional, ainda tremi com a falta de informação relativa ao nosso mercado…

As minhas preces foram ouvidas. Caro companheiro de adição, teremos o prazer de voltar a esventrar monstros ao comando de Chrono, desta vez com o estilete em punho!

O sítio oficial do jogo já conta os segundos… o meu relógio há-de ficar sem pilha.

Há malucos para tudo. Pior (ou melhor, em função da sensibilidade do leitor), esses adeptos do extraordinário têm tempo e fundos para esbanjar na maluquice. Pronto, admito, a minha antiquíssima veia otaku obriga-me a quase invejar este senhor. Ed Palumbo, norte-americano e fã incondicional de Travis Touchdown, carismática personagem do brilhante No More Heroes que encapa este humilde blogue (faça favor de olhar para cima!), concebeu um fato cosplay digno de registo. Mais, e tente conter o espanto, o fã da Nintendo ostenta um sabre de luz exactamente igual ao presente na obra de Goichi Suda para a Wii. O feito deu-se por altura do Halloween, no ano passado, mas só agora tropecei no trabalho de Mr. Ed.

Com cheiro a mofo digital – as fotos já correram a rede á muito – a pose ainda causa impressão junto dos acólitos da Grasshopper:

(clique na imagem para mais informação).

Caro leitor, a peça de culto não se encontra à venda. Lamento.

Ben Croshaw já é uma super-estrela. Alvo exemplar de uma nova ideologia semi-liberal da chamada era do YouTube, leia-se livre circulação de opiniões em vídeo, o outrora conservador jornalista da indústria é dotado de um sentido de humor, no mínimo, peculiar. Natural do Reino Unido, residente na Austrália e assalariado numa publicação online também anglo-saxónica, a Escapist Magazine, o cidadão do mundo assina uma coluna semanal, com o título simbólico de Zero Punctuation, na qual expõe ironias, pontos fracos e fortes de vários jogos com grande recurso à metáfora. Proponho que o leitor atente, além da qualidade editorial e humor inerente, ao ritmo do discurso do artista. Edição básica para a maioria, claro, mas metade do gozo está mesmo aí.

Tiro o chapéu ao senhor Yahtzee – nickname do camarada – e aconselho, de forma descomplexada, uma longa visita á obra do colega de ofício.

Para homens e mulheres de barba rija, sem problemas com linguagem mais forte:

Ele há gente com piada, chiça!

Fim provável da carreira militar de Solid Snake, claro. O muy aguardado título da Konami estreia nas prateleiras mundias dia 12 de Junho, e a comunidade mais agarrada suspira pelo correr dos ponteiros do relógio. Como Metal Gear Solid 3: Snake Eater será o jogo da acção da minha vida digital, admito um borbulhar extraordinário das hormonas nesta altura, mesmo sendo um estóico resistente ao apelo Playstation 3.

E esse entusiasmo, caro leitor?

Não se assuste o leitor, não se trata de mais um incentivo hipócrita á reciclagem, ou qualquer tipo de ataque verbal aos que insistem em poluir, quer na vida terrena, quer no mundo digital. Este post bem curtinho, serve apenas para anunciar o meu envolvimento com o projecto Xbox Portugal, liderado pelo sempre prestável e honorário membro da comunidade de jogadores lusitanos, Luís Perfeito, que já tinha sido meu parceiro na DreamcastWeb há umas luas atrás. Surgiu a oportunidade e o escravo da palavra digital aceitou este belo desafio verde, que levará a muy-apreciada (ou não) sátira que vem lendo no blog até ao XP, com textos de análise exclusivos e direccionados ao catálogo da Xbox 360.

Contudo, o Now Loading não sofrerá com este movimento, já que todos os artigos de opinião que vá esbatendo á unha serão publicados aqui, com a habitual atenção e percentagem de mel para o leitor.

Aliás, pensando bem, o verde é uma cor de esperança, não é? Ou será a cor dos sapos?

Atulhados em dias cinzentos, nós, jogadores lusos, frequentemente afastados dos grandes eventos nos videojogos a nível comercial e geográfico, ainda mantemos a cabeça erguida com a eterna esperança do firmamento cultural da indústria no país. Contrariando o pachorrento fado português, os responsáveis pelo concerto Video Games Live, que percorrem o mundo a tocar temas de videojogos devidamente orquestrados, confirmaram no seu sítio oficial a chegada do mesmo a Lisboa.

Caro leitor, dia 6 ou 7 de Dezembro do ano corrente, largue tudo e acorra á capital para desfrutar do maior evento musical do género.

Venham os bilhetes!

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