Archive for the ‘Now Loading…’ Category

… Street Fighter IV já está nas lojas há uma semana!

Sugiro um regime de treino intensivo, leve em estimulantes e cheio de diversão e pancadaria da antiga. Não esquecer o equipamento de combate: um arcade stick (Xbox 360 ou Playstation 3) e doses de paciência.

Esquecendo o boss final desequilibrado, estamos perante uma obra de arte incomparável. Fantástico!

O título que reinventou a palavra ‘vicio’ está de volta. Marcamos encontro online?

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Ora, apeteceu-me criar uma nova categoria aqui para este cantinho. Para descansar a vista do leitor, sugiro um ou outro vídeo entupido de piada, ou razoavelmente bizarro.

Para primeiro capítulo, apresento uma visão díspar do departamento de marketing da Sega, aquando o lançamento da Mega Drive (Genesis nos E.U.A.). Todos reconhecem o catálogo rico da 16 bits, mas parece que empresa nipónica usou um par de óculos diferente para para ver o público alvo de cada país. Começando pelo anuncio televisivo português:

Tudo normal. Um pouco sensacionalista, mas ficamos a saber que: a) a consola era cara!, b) é a máquina mais vendida do mundo (!?!) e, mais importante, c) a Sega é mais forte que nós. Saudosismo à parte, que tal uma comparação com o anúncio japonês?

Terapia de choque. Em primeiro lugar, é importante louvar o corte de cabelo fantástico, que fica tão bem na televisão. O casting para este pequeno filme deve ter sido, no mínimo, divertido. Depois, penso que é urgente reflectir sobre a polémica impressa no vídeo: porque raio não tivemos direito a publicidade com um tipo a sobrevoar o espaço? Raios, Sega! Até desculpo Shadow de Hedgehog e Sonic Unleashed, mas isto é crime!

Ao espectador mais atento: reparou no planeta que surge no fundo, enquanto a personagem esvoaça? Hint, Hint!

Mas esta pequena loucura publicitária da Sega no Japão diminuiu no inicio do novo século. A empresa aprendeu a lição, e apostou em anúncios mais sóbrios e discretos, como ficou provado nesta curta de 2001:

Magical?

A ironia é uma coisa muito bonita, mesmo. Dias de depois de (finalmente) ver os meus euros tristonhos gastos numa HDTV bem catita, o caixote branco da perdição oferece-me um blockbuster inesperado, bem capaz de transformar o amigo escrivão num mártir do entretenimento digital. Pois é, o ‘quase famoso’ RROD acariciou o meu cantinho jogável com uma facada a rasgar – lá se vão os fins-de-semana  chuvosos acompanhados pela glória da alta definição. A equipa de atendimento da Microsoft fez questão de me aliviar a dor, com a promessa de uma reparação (ou troca) rápida – leia-se duas semanas no castigo. Mas não evitou o meu descontentamento, nem mais uma assinatura no livro de petições que morde a equipa responsável pelo hardware Xbox 360.

Mas talvez seja um sinal: tenho de me aplicar nos sucessos do passado, naqueles títulos que ainda hoje me fazem suar e ficar quieto a olhar para a tela. Ou não. De qualquer forma, sem o preciosismo da melhor resolução, vou namorando um King of Fighters, ou qualquer outro disco entupido de arte 2D bonitinha…

Ao leitor abençoado com vários anéis vermelhos da praxe: ainda se lembra da primeira vez?

Pois é, leitor fiel aqui do meu cantinho de expressão livre, o Now Loading mudou-se para o quarteirão WordPress. Esteja á vontade, desarrume e meta os olhos em tudo sem complexos. A cerveja ficou á porta, mas como grande parte dos interessado está a ganhar bronze na praia, vou picando os aperitivos… sozinho! Ahah…

Umas pequenas notas:

- Todos os posts ‘antigos’ ficaram com a formatação e comentários originais.

- Infelizmente, tive de retirar os vídeos dos mesmos posts.

- O layout e formatação do blog pode sofrer ligeiras alterações nos próximos dias.

Entretanto, sugestões, dúvidas e comentários sobre a mudança devem ser direccionados para o endereço da ordem: daniel.costa@nowloading.biz

Boa estadia! ;o)

O mercado de videojogos em Portugal é, essencialmente, volátil. No contexto Europeu, seremos dos poucos países, senão o único, em que a Sony tem um quase ofegante monopólio sobre os restantes candidatos a pedintes.  Pior, a paleta de tons e gostos é tristemente reduzida. Considero até que os dois grandes lobbys acidentais, jogadores casuais e os com calos na matéria, não suportam investimento alheio á marca Playstation. Vá-se lá saber porquê. Para o registo; não sou sequer pretendente a sociólogo, portanto rejeito juízos de valor baratos e incoerentes.
O quadro de desenvolvimento tem, contudo, outra cara, em Portugal. Começam a nascer produtoras interessantes, com argumentos intelectuais e monetários de relevo. Uma dessas empresas é a GameInvest, presidida por Paulo Gomes, personagem em destaque no header deste texto. Em discurso directo, no seu blogue pessoal hospedado no sítio da revista Edge, Paulo assume um discurso interessante, mas ambíguo. Se a ambição patente no objectivo nem nacional, nem Europeu, mas mundial (!), fica bem no cartaz de apresentação, a insistência no mercado de Pop Games (expressão utilizada pelo próprio) cai um pouco na monotonia instalada. Aliás, olhando para o catálogo da GameInvest, títulos como Sarah’s Emergency Room (Wii, Xbox 360) ou Sudoku for Kids (Nintendo DS) confirmam a filosofia da companhia. Como observador quase diplomado, arrisco perguntar: será esta a melhor forma de explorar as lincenças, quase divinas nos dias que correm, das consolas da Microsoft e Nintendo?
Ironia máxima: a GameInvest foge da facilidade, leia-se Playstation, na altura do investimento real. Ventos contrários, mas com cheiros de esperança, portanto.
Independentemente do sucesso da GameInvest, e outras companhias com projectos semelhantes, uma coisa é mais que certa: o estado de sítio da indústria dos videojogos tem tendência a evoluir, em Portugal.
Filosofias de desenvolvimento á parte, só não quero assistir a uma inauguração populista de um ‘grande centro de produção de videojogos’, por obra de qualquer governo, daqui a dez anos. Isso não.

Quando surge uma oportunidade profissional desafiante e prospectiva, qualquer pessoa rejubila sobre a ideia de uma nova aventura. No meu caso, portador de paixão genética pelo Universo dos videojogos, decidi, intrinsecamente, esperar por algo semelhante. E ainda bem. A proposta era simples: assumir as rédeas dos produtos Nintendo em Portugal, pela mão da Concentra, empresa por demais castigada pela comunidade nacional. O coração bateu forte e, claro, a confiança pela função, nunca exagerada, permitiu a minha entrada no barco da indústria lusa.

O leitor já conhecerá a minha tendência de análise crítica, portanto, com rosas e pólvora na manga, prometo trabalho, muito trabalho, aos acólitos da Nintendo. A equipa, ligeiramente remodelada, continuará a representar as ‘cores’ da gigante de Quioto, com a minha garantia e, porque não, ambição natural.

Já só me falta uma réplica do chapéu do Mario, certo?

O belo do papel verdinho norte-americano, impulsionador do mercado de videojogos nos últimos anos, tem sido irresistível para os nipónicos mais submissos. A grande surpresa da conferência de imprensa da Microsoft, na E3 deste ano, foi, portanto, relativa. Yoichi Wada, presidente da Square-Enix, desferiu um golpe seco, suportado pela independência financeira e intelectual em relação à Sony, e pelo amor declarado aos jogadores ocidentais. O anúncio de Final Fantasy XIII como nova pérola no catálogo Xbox 360 representa mais que uma boa notícia para os fanáticos da série e donos exclusivos da caixa da Microsoft. A companhia americana reforçou uma liderança moral, financeira e prospectiva, contra uma rival perfeitamente abstémia, inviolável na sua filosofia interna. A Sony, melhor, a Playstation 3, perde assim a exclusividade dum franchise que se confundia com a própria marca. O leitor mais fervoroso, adepto incondicional do símbolo Playstation, sentirá a crise de identificação de forma mais orgânica. Paciência. Mas descanse; os responsáveis da Square-Enix não partilham o seu trilho emocional, para contentamento de milhões jogadores por esse mundo…

Quanto á restante informação exprimida da longa conferência, foi uma longa carta apaixonada, com destinatário por demais evidente: o rentável jogador casual. O simulador de karaoke, Lips, ou as sequelas Guitar Hero: On Tour e Rock Band 2, reforçam a nova cara da Xbox 360, também apontada aos adeptos esporádicos. A clara colagem á estratégia adversária simboliza a tentativa fugaz de conquistar um nicho de mercado, há muito ignorado pela Microsoft. Resta esperar pela reacção do consumidor. Provavelmente o objectivo comercial será alcançado sem grande dificuldade, tendo em conta o mau momento da Sony nas consolas domésticas, mas duvido da operação de lavagem de imagem, em curso para a Xbox 360. Tentar associar um produto, tido em boa conta por adeptos da violência gratuita e acção ocidental na primeira pessoa, a um catálogo mais ecléctico, pode ser um erro. Fruto da ganância típica da companhia de Seattle, talvez, mas a qualidade estará, pelo menos, assegurada. As imagens de Viva Piñata 2 confirmaram a teoria. Mais do mesmo, sempre os pés bem assentes no chão e interpretação qualitativa acima da média.

Cliffy B., novo rockstar do panorama digital, fez questão de apresentar o fresquinho Gears of War 2. A audiência espelhou a válida expectativa em redor do jogo da Epic Games, mas a minhas hormonas ficaram inalteradas, estáticas perante tal arrogância do designer das massas. Como diria a velhinha mais simpática do palco cómico da televisão nacional, aquele homem “não me entra”. Que fazer?

Já Fable II, devidamente apresentado pelo muy-respeitado Peter Molyneux, confirmou as minhas expectativas mais optimistas. A essência da escolha, o prazer da aventura e o desenvolvimento de uma qualquer personagem, justificam a ânsia pela chegada do disco, em Outubro. Sem dúvida, um dos momentos da palestra.

Mas foi Resident Evil 5 que captou toda a minha atenção. O melhor entre o bom, a cereja no topo do bolo, ou outra analogia a gosto. A Capcom apresentou a funcionalidade de co-op, onde dois jogadores desafiam os zombies de África. Um pouco conservadora, mas extremamente funcional e entusiasmante. Contudo, fiquei pasmado com a aproximação, de todos os títulos em montra, á sensibilidade americana. É verdade que a grande maioria dos designers nipónicos já reconheceram a hegemonia financeira do país de todos nós, mas a americanização extrema de todo e qualquer produto, pior, ideia ou concepção, acciona aquele nervo que mantenho desde a infância. Se me dissessem, há oito ou nove anos, que Resident Evil viria a assumir uma mecânica de co-op, super inspirada pelo sucesso de… Gears of War, nunca acreditaria. Mas, relembrando a surpresa de Wada com Final Fantasy XIII, já não há heróis. Nem valores. Apenas números e pasta da grossa. Que a feira de Los Angeles sirva como reflexão, europeia e japonesa, sobre o assunto…

Fiquei satisfeito com o anúncio da nova actualização para a dashboard da Xbox 360. A implementação dos Mi… Avatares sublinha a aproximação a outro público, por parte da Microsoft. Tudo bem. O sistema parece apelativo, suficientemente básico e acessível. O leitor, jogador mais casual e provável chefe de família, ficará satisfeito com os mini jogos familiares, descomplexados e bastante objectivos. Já o amigo mais empenhado, passará minutos a construir um modelo adaptado á personalidade reconhecida, mas aposto: a distracção será supérflua. Mas enquanto o esperado update não chega, fico com a sensação que os senhores Iwata e Miyamoto estarão bem confortáveis, no topo da cadeia alimentar, a rir. A rir muito, mesmo.

Pesando as notícias saídas da conferência, o saldo acaba por ser positivo para as duas partes interessadas. A Microsoft tenta um equilíbrio, num catálogo de serviços já bastante forte, enquanto o consumidor vê o leque de opções aumentar substancialmente. Mas o factor risco continua presente. A imprevisibilidade da competidora directa coloca a Xbox 360 num poleiro momentâneo. Já que a Wii joga noutra liga, resta esperar para ver o comportamento da Playstation 3 no mercado. É importante contar a pólvora que resta à Sony, para o ataque final a 2008.

Peter Molyneux tem o dom da persuasão. O inglês consegue convencer o público que uma maçã vale a macieira completa. Foi o caso com a suposta oitava maravilha do mundo digital, Fable. Tido como grande estrela do catálogo de RPGs em 2004, o título da Lionhead Studios cumpriu as premissas básicas, mas desiludiu aqueles que esperavam uma revolução no género. Admito que Fable não foi o ‘Project Ego’ que Molyneux prometeu, mas gostei do épico da Xbox. A mecânica de escolhas éticas, uma aventura interessante e incrivelmente pessoal, e escolhas felizes no departamento sonoplasta, confirmaram uma estadia longa do disco na minha caixa negra.

Grande parte do espírito, medieval e fantasioso, continua presente no código genético de Fable II. A oportunidade de viver cada acção da personagem, com uma interacção definitiva e importante do jogador, será o maior desafio da Lionhead, nesta sequela prevista para Outubro deste ano. Aliás, a maior crítica possível ao original está na interpretação díspar das opções do aventureiro. Parece que Molyneux viu o mundo através duma lente policromática. Podia levar a minha personagem aos picos do mal, ou torná-la na materialização da santidade. Não havia meio-termo.

A habilidade narrativa do enredo, linear mas competente, disfarçou as restantes arestas e pintura fresca, mas o sabor agridoce continua a gerar discussão entre a comunidade. Felizmente, a Lionhead foi sensível á critica geral, demonstrando uma capacidade de encaixe digna de registo. Melhor, Fable II poderá ficar marcado pela evolução de um sistema de valores e acções, completamente redesenhados. Além da epopeia, lendária mas simplista, do bem e do mal, o jogador poderá ter os seus feitos julgados por diferentes critérios. Ou pelo menos mais expansivos. Amabilidade, corrupção e crueldade, serão características aplicáveis na nova aposta exclusiva para Xbox 360.

Mais uma vez, a E3 terá um papel fundamental para objectivar o trabalho dos senhores da Lionhead, já que a informação disponível ainda deixa um pouco a desejar.

As perspectivas são justamente positivas. Espero um título mais maduro, ambicioso e ajustado ao seu período de concepção. Peter Molyneux tem a oportunidade única, de redenção perante uma determinada fatia de público, e de assumpção duma postura discutível, mas útil e necessária ao panorama criativo actual.

Cliff Bleszinski é o novo Messias, para adeptos do disparo fácil e desmiolado. O leitor, mais ambientado às minhas ideias, reconhecerá de imediato a expectativa moderada por Gears of War 2. Aliás, qualquer título representado por sacos de músculos e esteróides, com perfeito sotaque e atitude americana, não terá vida fácil nas minhas mãos. Mas reconheço os méritos da Epic Games. Gears of Wars simbolizou uma era e filosofia da Microsoft para a Xbox 360. Tecnicamente, fez as delícias da comunidade, com uma componente multi-jogador bastante sólida e mecânicas significantes. Os carrinhos de compras dos consumidores, possivelmente alheios a ofertas mais eclécticas, responderam em força, sublinhando os sorrisos dos senhores da Microsoft. Mas… e agora? Com um orçamento extremamente inflamado, os lacaios de Bleszinski têm obrigação, mais, o dever de servir os súbditos mais leais. Com o anúncio inevitável da sequela, a expectativa cresce entre os fãs, e nada além do aperfeiçoamento do notável será aceite.

As primeiras imagens e detalhes de Gears of War 2, confirmaram o esperado: a sequela assentará bases conceptuais no motor do original. Pelo menos no campo da jogabilidade e interacção básica. É que o supra-utilizado motor Unreal Engine 3 foi sujeito a uma operação estética de primeira necessidade. Além da física tão adorada, conte com uma versão pixelizada á lupa de Marcus Fenix, protagonista da trama.

As novidades devem correr na feira mais esperada do ano, mas, considerando o carregamento de informação sobre o título, a segunda parte de Gears of War seguirá o padrão artístico corrente no género; ambiente sobreposto a película acastanhada. Ou cinzenta. Ou vermelho sangue, aquele tom tão apelativo e… comercial.

Para o meu interesse egoísta, salva-se a narrativa semi-interessante. Fã incondicional das adaptações de ‘banda desenhada’, será o guião – leia-se glorificação de personagens norte-americanas que salvam a Terra – a despertar o Deus bélico em mim. Ou não. Veremos…

Como Cliffy B. deixou bem claro, numa entrevista recente, é sempre possível “criar monstros maiores”. Para benefício do leitor mais entusiasmado, espero que não façam sombra ao ego do homem.

Para o registo, a entrevista em que Cliff se assume como candidato à cadeira quente de cineasta, em Hollywood. Estará na profissão certa?

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